6in:
Toni Frissel- Abandoned boy holding a stuffed toy animal amid ruins following German aerial bombing of London, 1945
(via neutermind)
Você está me sugando, tá levando tudo de bom que existe em mim com relação a você, queria tanto ser mais paciente, mas é que forçar um personagem não rola. Forçar sentimento muito menos. Desculpa, mas não rola, não com você. Eu até que queria, ou não… Enfim, preciso que você desapareça por um tempo da minha vida, mas não tenho coragem suficiente para te falar isso, por isso escrevo.
Paulo Renato Souza
São seis horas da manhã e eu acordo com uma sede braba da bebedeira de ontem. Acordo e corro para a cozinha; acabou a água; que droga. Volto a deitar. No meio da escuridão acolhedora do meu quarto lembro de você e de como tudo foi tão rápido e de como você me faz falta e de como eu queria pode estar juntinho de ti, aqui na minha escuridão que também é um pouco sua, escutando a chuva cair; que preguiça de ligar o computador. Me perco nas nossas lembranças, que são sempre boas. Estou aqui deitado com o celular na mão pensando em nós e na sua falta e no seu beijo e no seu abraço e no seu sorrisinho lindo e na sua carinha inocente, carinha inocente de quem pouco conhece o mundo, mas muito cedo aprendeu a partir corações e o meu foi apenas um no meio desses tantos corações partidos. Tento parar de pensar nisso; as lágrimas já estão começando a se acumularem nos meus tristes olhos castanhos de quem muito viu de quem muito sentiu de quem muito chorou de quem muito sorriu de quem muito sente sua falta quando pensa em abraços, você tem os melhores e o número perfeito para encaixar-se entre os meus braços; queria te abraçar mais uma vez; te ver sorrir, aquele sorrisso bobo que só você sabe dar, e deitar novamente com você deixando a cabeça cair no meu peito suado.
Paulo Renato Souza
A novidade: começo a terapia na quarta. Na quinta jogo tudo fora, arrumo minha mala e saio pelo mundo. Não se preocupe: te mando um cartão. Mando também rosas e aquele chocolate que você adora. Não, eu não quero te ver uma incerta última vez. Pensar em te deixar é pesado demais. Pense que eu volto, e, se eu não voltar, continue pensando na minha volta…
Paulo Renato Souza